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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Petição contra a regulamentação e profissionalização da capoeira.

Nós do blogger "Venha ver capoeira" ,também somos contra a regulamentação e profissionalização da capoeira.



Somos contra qualquer tipo de regulamentação que crie ou invista poderes a uma única instituição ou organização, para fiscalizar ou regulamentar o trabalhador com Capoeira e que retire a autonomia dos mestres e professores, de formarem seus discípulos. Além de sermos contra qualquer tipo de discurso de profissionalização da capoeira, que modifique a maneira como sua formação popular vem acontecendo, que desconsidere todos os seus aspectos culturais e fragmente a capoeira como vem ocorrendo. Dessa forma, não apoiamos o projeto de Lei da Câmara nº 31/09, de autoria do Deputado Arnaldo Sá (PTB- SP) que dispõe sobre o reconhecimento da atividade de capoeira.


Entre no link e assine: 



Fonte: Fã page no Facebook: 

Senado debate reconhecimento da capoeira

Senado debate reconhecimento da capoeira


Por iniciativa da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), com apoio do senador Paulo Paim (PT-RS), a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado promove nesta quarta-feira (7/5), a partir das 10 horas, audiência pública com o objetivo de debater o Projeto de Lei da Câmara dos Deputados N° 31/2009, do deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que propõe que seja reconhecida a prática da capoeira como profissão, na sua manifestação como dança, competição ou luta. O projeto trata da profissionalização da capoeira e sua regulamentação como atividade profissional e enquanto esporte e vem sendo discutido desde 2002 no Congresso Nacional.
“Esta audiência será mais uma oportunidade para que aspectos complexos do projeto sejam analisados”, diz a senadora. Para valorizar a capoeira, a parlamentar explica que a ideia é ouvir os capoeiristas para elaborar um parecer de acordo com o pensamento da maioria. “A questão do reconhecimento apontada pelos velhos mestres capoeiristas exige mais do que uma lei, carece de programas de governo como os já feitos, no passado, pelo Ministério da Cultura”, lembrou Lídice.
  • Para a audiência, foram convidados: a diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Célia Maria Corsino; o presidente da Confederação Brasileira de Capoeira (CBC), Gersonildo Heleno de Sousa; o mestre de capoeira Hélio Tabosa de Moraes; o presidente da Fundação Palmares, José Hilton Santos Almeida; o diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Cultural Palmares, Alexandro Reis; e o educador e mestre de capoeira Reginaldo da Silveira Costa.
  •  A capoeira – A capoeira está presente em 152 países do mundo e, somente no Brasil, é praticada por cerca de seis milhões de pessoas. A capoeira tem sido objeto de intensas discussões quando se trata de sua regulamentação enquanto segmento esportivo. Uma das razões que levou o então ministro da Cultura Gilberto Gil a acelerar o processo de registro enquanto patrimônio imaterial foi exatamente a enorme polêmica causada à época por conta da exigência do Conselho Federal de Educação Física para que os mestres de capoeira tivessem que se filiar ao referido órgão e que, para tanto, deveriam possuir título de professor de Educação Física. Esta exigência, em particular, causou enorme indignação entre os praticantes desta manifestação cultural, pois levaria à exclusão de milhares de mestres tradicionais que, apesar de não possuírem título universitário, têm sido os grandes responsáveis pela existência, manutenção e difusão da capoeira até os dias de hoje.
Por iniciativa do IPHAN, órgão vinculado ao Ministério da Cultura, a capoeira foi registrada como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil em julho de 2008. Na prática, significa que o Estado assume, desde então, a responsabilidade de implementar medidas de incentivo à prática da capoeira e de proteção de suas matrizes culturais. Como um dos desdobramentos desse registro, foi constituído e encontra-se em funcionamento (denominado Pró-Capoeira), no âmbito do Ministério da Cultura, um grupo de trabalho para realizar um diagnóstico da prática da capoeira no Brasil e no mundo e propor medidas de salvaguarda para essa instituição cultural.
  • Painel – Em dezembro do ano passado, a mesma Comissão de Educação do Senado promoveu painel de debates na cidade de Salvador, escolhida por ser um dos berços da capoeira no Brasil, onde nasceram dois de seus maiores expoentes – Mestre Bimba e Mestre Pastinha.
Na ocasião, participaram dos debates, além da senadora Lídice da Mata, representantes do IPHAN, da Fundação Palmares, da CBC e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de mestres e contramestres dos diversos ramos da capoeira (angola, regional, contemporânea, etc.), autoridades e adeptos desta que uma das mais conhecidas manifestações culturais populares do Brasil.
Em Salvador, Lídice da Mata ouviu inúmeras manifestações contra as exigências de escolaridade mínima e filiação a entidade de classe. Para os participantes, as exigências ferem a autonomia dos grupos e associações e privam do direito à profissionalização aqueles que são os maiores responsáveis pela transmissão do legado histórico da arte, que são os mestres capoeiristas. Durante aquele debate, o conceito da capoeira como atividade profissional enquanto esporte, foi fortemente contestado pela maioria dos presentes sob o argumento de representar apenas uma vertente da categoria e não contemplar a capoeira em todas as suas dimensões artístico-culturais.
Segundo o diretor da Fundação Palmares, Alexandro Reis, o projeto PL 31/2009 carece de alterações que assegurem, entre outros pontos, a proteção social e trabalhista ao capoeirista; o aporte de recursos para a capoeira; o reconhecimento dos mestres Pastinha e Bimba como patronos da capoeira; a implantação da prática de capoeira no ensino público e privado; a proteção e autonomia dos grupos e associações; e a garantia de concessão de aposentadoria especial para os mestres. "Enquanto autarquia do Ministério da Cultura que tem a função de proteger a cultura afro-brasileira, a Fundação Palmares entende que não se pode abrir mão da participação e do protagonismo do capoeirista no processo de debate; que esse projeto não pode deixar de reafirmar a cultura afro-brasileira como matriz primordial da capoeira; e nem pode prescindir do reconhecimento da capoeira como meio estratégico de promoção do Brasil no mundo, assim como o futebol", pontuou durante o painel em Salvador.
Já o presidente da Federação Paulista de Capoeira e representante do Terceiro Congresso Nacional de Capoeira, Jairo Júnior, preconizou a coexistência harmoniosa e pacífica entre os vários estilos e métodos, bem como a unidade da comunidade capoeirista. Ele apresentou uma proposta de substitutivo ao projeto. "Nossa preocupação é um texto que possa fortalecer esse patrimônio cultural que é a capoeira. Precisamos também cobrar do Estado que mestres capoeiristas não venham a falecer à míngua e na miséria como temos visto em nosso País".
  • Tramitação – Após análise da Comissão de Educação, onde ainda será votado, o projeto também irá tramitar na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, em caráter terminativo.
Fontehttp://psb40.org.br/not_det.asp?det=5385

domingo, 19 de janeiro de 2014

CD do mestre Boa voz Vol.4

O Mestre Boa voz lançou seu mais novo CD a Boa voz da Capoeira - VOL 4, e alguns amigos e alunos do Mestre falaram um pouco sobre ele e do que acham da vida dele na Capoeira.Confira o vídeo a baixo.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Salvador sediará um dos maiores festivais internacionais de Capoeira.

O IV Festival Internacional de Capoeiragem, promovido pelo grupo CTE Capoeiragem, acontecerá no Forte da Capoeira – Santo Antônio, de 15 a 18 de janeiro e contará com a presença da elite mundial da capoeira. Em pleno verão da Bahia, Capoeiristas de todos os continentes se farão presentes no evento.
Educadores, estudantes, pesquisadores e adeptos da arte/luta Capoeira, vivenciarão e trocarão experiências por meio de palestras, cursos, turismo e muita festa. Serão realizadas oficinas de movimentos, percussão, música e ritmo; palestra, mesa redonda e mostra de filmes abordando a cultura, a arte e a história da capoeira. No evento terão tendas com artesanato e comidas típicas locais, além do Espaço Criança (06 a 12 anos), sendo uma das grandes novidades desta edição. No coquetel de abertura, que contará com a presença de autoridades, duas grandes personalidades serão homenageadas, Fred Abreu (in memoriam), historiador e Mestre Gigante, o Mestre mais antigo do mundo. Estas ações contribuirão para fortalecer a cultura e o turismo locais e oferecer aos participantes uma maior integração com a cidade e as pessoas reforçando o papel histórico/cultural de Salvador como centro das culturas e artes afro-brasileiras.
As inscrições acontecerão no local do evento até 30 minutos antes de iniciar as atividades do dia. As oficinas do Espaço Criança serão gratuitas e todos aqueles interessados em ver o evento terão acesso livre no local.
Este tipo de evento atrai capoeiristas do mundo inteiro, pois muitos deles têm interesse em conhecer o local e a cultura onde nasceu a capoeira e de vivenciar experiências com Mestres renomados conhecidos apenas por meio de filmes e/ou livros. A capoeira, que se expandiu nos cinco continentes e em mais de 160 países é a arte/luta/esporte que mais dissemina a cultura brasileira e a língua portuguesa, portanto é um instrumento histórico e educativo muito interessante, afirma Mestre Balão, líder do CTE Capoeiragem e responsável pelo Festival. Ele acrescenta que o objetivo do evento também é fomentar o turismo e a economia do estado incluindo uma nova ferramenta para atração de demanda turística ao calendário oficial e incluir a capoeira nos setores educacionais como atividade lúdico-educativa.
A Capoeira
A Capoeira, originária das populações afro-brasileiras, é uma arte/luta que desenvolve o aspecto psicomotor, educacional e social em todos os níveis sociais e faixas etárias. Ela é o sexto esporte mais praticado no Brasil e foi reconhecida, em 2008, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), como patrimônio imaterial da cultura brasileira.
Existem muitas academias de capoeira no exterior e uma popularização da sua música e história. Nos últimos anos, filmes, livros e documentários têm sido apresentados e divulgados com mais intensidade internacionalmente.
A Capoeira vem crescendo como elemento para o fortalecimento da cidadania dos povos do mundo inteiro com projetos que envolvem crianças e adolescentes em situação de risco. Desta forma, a arte/luta tem contribuído muito e pretende continuar ajudando na humanização dos espaços sociais em que ela se desenvolve.
Programação
15/01 (quarta-feira)
19h – Coquetel de abertura
16/01 (quinta-feira)
10h às 12h – Oficinas de Capoeira
15h às 18h – Oficinas de Capoeira e Samba de Roda
19h às 20:30h – Palestra “O Legado de Fred Abreu” com Carlos Eugênio L. Soares
17/01 (sexta-feira)
10h às 12h – Oficinas de Capoeira
15h às 18h – Oficinas de Capoeira e Percussão
19h às 20:30h – Mesa Redonda “O empreendedorismo na Capoeira”, com Mestres
internacionais
18/01 (sábado)
9h às 12h – Tour Capoeirístico da Praça da Sé ao Santo Antônio
15h às 18:30h – Batizado, troca de graduação e formatura
20h – Festa de encerramento
Mestres Oficineiros: Mestre Lua Rasta, Mestre Olavo, Mestre Nenel, Mestre Bamba, Mestre Macaco, Mestre Balão, Mestre Papa e Mestre Dilaho | Samba de Roda: Nalvinha.
Serviço: IV Festival Internacional de Capoeiragem
Data e local: 15 a 18 de janeiro, no Forte da Capoeira – Santo Antônio.
Horário: ver programação
Para esclarecimentos adicionais, favor contatar:
Mestre Balão – 71 9179 0025 | E-mails: mestrebalao@gmail.com
Fanpage: facebook.com/festivalinternacionaldecapoeiragem

Fonte:http://www.pelourinho.ba.gov.br

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

4º Encontro de Capoeira reúne mais de 600 pessoas.

Com o apoio da Prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste, o 4º Encontro de Capoeira, organizado pela Associação de Capoeira da cidade com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo, reuniu mais de 600 capoeristas e população em geral. O evento gratuito teve batizado, troca de cordas, palestras e apresentações. O objetivo foi a troca de experiências entre os participantes da categoria e demais interessados.
Segundo mestre de capoeira e organizador do encontro, Luís Vanderlei Augusto, o Luisão, os dois dias de evento foram positivos. "Foi um evento ótimo. As pessoas elogiaram as atividades. Entre os dois dias não esperava um grande público, mesmo com uma oficina cancelada por motivo de doença do palestrante. Queremos oferecer mais ano que vem. Quero agradecer a Secretaria de Cultura e Turismo e os capoeiristas", disse.
No sábado (23), o evento contou com oficinas sobre toque de berimbal, maculelê, pandeiro, atabaque e curso de Angola no Clube dos Cavaleiros. Já no domingo o Teatro Municipal Manoel Lyra contou com batizado, troca de cordas, roda de Angola, roda livre para mestres e convidados.

Confederação Brasileira de Capoeira divulga lista de convocados. Quatro são de Alta Floresta.



A Confederação Brasileira de Capoeira divulgou a lista dos convocados para o 16º Campeonato Brasileiro de Capoeira, será realizado nos dias 06, 07, e 08 de setembro de 2013, na cidade de Belém, estado do Pará. 
O evento faz parte do Calendário Nacional Desportivo de Capoeira.Fazem parte da lista de convocados os atletas Edione Ferreira Dias, Leandro Caetano, Lorraine Vieira Paes e Marcio Valestro da Silva “Farol”.
Além deles foram convocados os atletas Messias Dallene Castelo e Arlan Dias Leite, Ambos de Paranaita. De Nova Monte Verde foi convocado o atleta Franchesco Rodrigues. 

Todos eles integrarão a Seleção Matogrossense de Capoeira.Os atletas terão até o dia 02 de setembro de 2013 para confirmarem suas inscrições. 

O Valor será de R$ 100,00 (cem reais), e deverão ser depositados na conta da Confederação Brasileira de Capoeira.
A Seleção do Mato Grosso partirá da cidade de Cuiabá-MT, no dia 04 set 2013, às 00h30, com retorno previsto na cidade de Cuiabá no dia 10 set 2013.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Importância da capoeira é destacada na Câmara de Salvador

José Serafim, o mestre Geni, presidente da Federação de Capoeira da Bahia (Fecaba), ocupou a Tribuna Popular da Câmara durante a sessão ordinária na tarde desta segunda-feira (19). Ele pediu o apoio da Casa Legislativa e expôs a sua preocupação sobre a obrigatoriedade da formação superior para o ensino da capoeira nas escolas.
Mestre Geni protestou sobre a exigência e pediu auxílio dos vereadores para que o direito de ensinar a arte da capoeira possa ser mantido. "A capoeira no mundo só perde para o futebol. Hoje exigem que o capoeirista seja formado em Educação Física, amanhã vão querer que a bahiana que vende acarajé, seja formada em Economia", desabafou.
O capoeirista relembrou a importância histórica da capoeira usada como defesa na luta pela independência da Bahia e na Guerra do Paraguai. Também fez questão de recordar nomes de destaque na arte que já é reconhecida como um patrimônio cultural imaterial do Brasil. Mestre Pastinha e mestre Bimba foram mencionados com respeito e admiração por sua valorosa contribuição. O capoeirista contou com o apoio do mestre João de Barro que também esteve presente na sessão.

Apoio e reconhecimento

O vereador Gilmar Santiago (PT), que integra a Frente Parlamentar em Defesa da Capoeira na Câmara, criticou a intenção de transformar a capoeira em esporte. Na próxima quarta-feira (21) a Frente, que tem como presidente o vereador Luiz Carlos (PRB) se reunirá para debater este e outros assuntos. 
O vereador Everaldo Augusto (PCdoB) em seu pronunciamento fez questão de ressaltar a ancestralidade da capoeira e sua importância como contribuição para a formação do povo brasileiro. "A capoeira é dança, arte, luta marcial, mas acima de tudo é identidade do nosso povo. Precisamos criar políticas públicas no âmbito Municipal, Estadual e Federal. O vereador Odiosvaldo Vigas (PDT) comparou as pessoas que perseguem ou não reconhecem o valor histórico da capoeira nos dias atuais à figura do capitão do mato, que perseguia os negros na época da escravidão. Outros vereadores como Marcell Moraes (PV); Leandro Guerrilha (PSL); Sílvio Humberto (PSB); Pedrinho Pepê (PMDB); Suíca e Arnando Lessa (PT), se manifestaram em apoio à causa dos capoeiristas.  
Fonte:http://www.cms.ba.gov.br

Livro Capoeira Camará


O livro Capoeira Camará surgiu de um convite da ilustradora Graça Lima ao autor Cesar Cardoso. O escritor nunca praticou capoeira, mas convivia com rodas por meio dos amigos a quem ele dedicou o trabalho. Além disso, Cesar precisou pesquisar bastante sobre o tema antes de escrever a história.
O livro conta a história de Ana Olívia, uma menina que conhece um simpático professor de capoeira, Mestre Sorriso. Ele a leva para conhecer lugares e pessoas muito interessantes, usando um berimbau mágico para viajar no tempo, para séculos atrás. O objetivo é mostrar à menina o surgimento da capoeira, trazida ao Brasil pelos escravos, o porquê de ela ter sido perseguida e seu desenvolvimento até os dias de hoje.
Capoeira Camará trabalha questões históricas e culturais brasileiras de forma lúdica, fazendo o jovem refletir sobre alguns aspectos importantes de nossa história e do nosso dia a dia como sociedade.

Festival de Capoeira dos Jogos da Cidade ocorre no CE Mané Garrincha

O Centro Esportivo Mané Garrincha será sede de um dos eventos dos Jogos da Cidade. O Festival de Capoeira vai acontecer no local em 25 de agosto, a partir das 8h.

Constituído por apresentações ensaiadas, o Festival também permite a participação de capoeiristas menores de 16 anos, já que não inclui lutas. Os integrantes das três equipes mais bem colocadas vão receber medalhas. A equipe campeã e vice-campeã também receberão troféus.
Durante a apresentação, serão avaliados uniforme, tradição, ritmos, volume de jogos e técnica. As notas obtidas nos quesitos tradição, volume de jogo e ritmo são utilizadas como critérios de desempate.
Adriana Molina, coordenadora dos Jogos, conta que o mês do festival não foi escolhido ocasionalmente: “como agosto é o mês do folclore, resolvemos incluir o Festival de Capoeira neste período”, afirma Adriana, fazendo referência às origens folclóricas da modalidade. “Hoje em dia, esse esporte vem sendo praticado em diversas ONGs, proporcionando uma atividade física completa. Outra vantagem da capoeira é o fato de todos terem possibilidades de praticá-la”, detalha.
A capoeira passou a ser incluída nos Jogos da Cidade em 2006. Na primeira edição do Festival, mais de 200 competidores participaram das apresentações.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Capoeira pode virar esporte olímpico.

A capoeira é praticada hoje em mais de 160 países, mas aqui no Brasil os mestres têm encontrado dificuldade para expandir a arte e atrair novos adeptos. Enquanto isso, os estrangeiros se organizam no intuito de transformar a luta em esporte olímpico. Uma federação internacional de capoeira já fez um pedido ao comitê responsável. Enquanto isso no Brasil, profissionais e pesquisadores da área acreditam que a modalidade está perdendo força.

Assista ao vídeo.



Fonte : http://noticias.band.uol.com.br

sábado, 3 de agosto de 2013

3 de Agosto dia do Capoeirista.


Fonte do Texto : bibliotecadacapoeira.blogspot.com

Hoje, 03 de agosto, é celebrado o "dia do capoeirista", uma data comemorativa que se popularizou entre os capoeiristas de todo o Brasil. Resolvi pesquisar um pouco mais sobre essa dia e fazer algumas reflexões. 

Antes que alguém diga, minha intenção não é desvalorizar essa data, pelo contrário, tenho um respeito profundo demais pela capoeira, quem me conhece sabe disso, para tentar fazer algo que diminua seu valor. Porém, gosto de estudar e analisar as coisas. Procuro sempre compreender aquilo que me cerca e se desconheço algo, procuro conhecer. Uma data como essa não podia passar batido.

Bem, o ponto de partida da minha reflexão se inicia com um questionamento acerca dessa data: já que temos muitas datas importantes na capoeira que poderiam marcar essa comemoração, por que especificamente o dia 03 de agosto foi escolhido?

Pensei um bocado tentando identificar o que haveria acontecido de relevante para a capoeira nesse dia, a ponto de ser instituído como o dia do capoeirista. Dei uma vasculhada na memória e na internet buscando algum fato histórico que tenha acontecido nessa data, mas não encontrei nada. Na internet existem vários comentários nesse mesmo sentido, mas nenhuma explicação satisfatória.

A primeira dica surgiu quando localizei a norma jurídica que provavelmente deu origem a essa comemoração. É a Lei nº 4.649 de 07 de agosto de 1985 do estado de São Paulo e de autoria do deputado Tonico Ramos. 

Analisando os fatos, percebe-se que provavelmente a escolha da data foi aleatória, ou refere-se a alguma peculiaridade da capoeira paulista (camaradas paulistas, se souberem algo relativo ao assunto, estamos interessados em saber). 

Tentei localizar o projeto de lei no site da Assembléia Legislativa de São Paulo, mas o projeto não existe digitalizado, então só dá pra consultar indo lá pessoalmente. Talvez com a leitura da justificativa e os fundamentos do projeto dessa lei seja possível encontrar algo relativo a escolha da data.
Reparem que a legislação é estadual e não nacional como muitos pensavam (inclusive eu). Assim, as comemorações em tese deveriam se restringir ao estado de São Paulo, mas a data caiu no gosto da capoeiragem e é nacionalmente aceita por muitos como um dia de celebração.

A exemplo de São Paulo, outros estados e municípios brasileiros também promulgaram leis semelhantes instituindo em datas distintas o dia do capoeirista, dia da capoeira ou a semana municipal da capoeira. Abaixo seguem alguns exemplos:

- Lei Estadual nº 3.778 de 15/03/02: institui o dia da capoeira no estado do Rio de Janeiro em 23/11;

- Lei Municipal nº 8.212 de 05/04/10: institui o dia da capoeira no município de Florianópolis em 01/08;

- Lei Municipal nº 9.470 de 19/05/04 e Lei Municipal 8.940 de 08/07/02: institui a Semana Municipal de Capoeira no município de Porto Alegre entre os dias 1º e 7 de agosto

Aqui no Ceará temos:

- Lei Estadual nº 14.925 de 24 de maio de 2011: instituiu no estado do Ceará o Dia da Capoeira em 20 de novembro;

- Lei Municipal nº 9.041 de 21 de novembro de 2005: instituiu no município de Fortaleza a Semana Municipal de Capoeira na semana que incidir o dia 20 de novembro.

Há ainda muitos quem consideram o dia 15 de julho como sendo o Dia Nacional da Capoeira, pois foi nessa data que em 2008 o Iphan registrou a capoeira como patrimônio cultural brasileiro. 

Paralelamente, encontrei referência ao dia 03 de outubro como sendo o Dia da Capoeira, mas não consegui localizar o fundamento jurídico dessa data. Se alguém souber, me avise.

É importante considerar que para ser uma data comemorativa nacional, a iniciativa deve se dar através de lei e no Brasil ainda não foi publicada uma lei que trate sobre a capoeira nesse sentido. 

O que existe são projetos de lei que ainda não foram aprovados, mas estão em trâmite na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal. Fazendo uma busca no site do Senado Federal encontrei 2 importantes projetos de lei que estão em movimentação e tratam do Dia Nacional da Capoeira:

- PL 2858/2008 de autoria do Deputado Carlos Zarattini sugerindo o dia 12 de setembro para ser o Dia Nacional da Capoeira e do Capoeirista. Este PL foi apensado ao PL 50/2007 que está na pauta da Comissão de Turismo e Desporto;

- PL 7536/2010 de autoria do Deputado Márcio Marinho sugerindo o dia 20 de novembro para ser o Dia Nacional da Capoeira. Este PL está aguardando parecer da Comissão de Educação e Cultura.

Nessa confusão de datas, o que vale é o que se diz por aí: dia da capoeira é todo dia. E mais importante do que debater sobre datas, é que cada um de nós capoeiristas saibamos reconhecer o valor que essa arte ancestral tem e militar todos os dias por sua valorização e preservação.

Atualmente a capoeira vivencia uma fase de grande importância em sua trajetória. Dando uma volta ao mundo, a capoeira foi das senzalas ao Senado. Nesse momento, presenciamos a execução de políticas públicas específicas para a capoeira, cabendo a nós participar ativamente desse processo.

O que eu desejo aos camaradas capoeiras, não só hoje, mas todos os dias, é que sejamos bons de pernada, mas também bons na papoeira e no debate acerca do futura da nossa capoeira.


terça-feira, 30 de julho de 2013

Fórum discute a prática das artes marciais e capoeira em Olinda.


O debate será no dia 31 de julho, a partir das 18h30, no auditório da Secretaria de Educação do município

Com o objetivo de analisar e discutir, ponto a ponto, todos os aspectos da prática das artes marciais e capoeira na cidade, a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude de Olinda instala no município mais um Fórum de Debates Esportivos por Modalidades.
Participam do debate grupos de artes marciais e capoeira da cidade, autoridades municipais e estaduais, além de representantes de ONG’S interessados no tema. As artes marciais e a capoeira enquanto conteúdo programático educacional e de lazer nas escolas, nas comunidades, nas praças, dentre outros espaços, são alguns dos temas que serão debatidos na ocasião.
O Fórum de Debates Esportivos acontecerá durante todo o ano e abordará diversas modalidades. A Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude está fazendo um raio X dos esportes, juntamente com os usuários e praticantes de cada modalidade e seus equipamentos.
Data: 31/07/2013
Local: No auditório da Secretaria de Educação de Olinda, localizada na Rua 15 de Novembro, 184, Varadouro.
Horário: 18h30

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A história e a função dos instrumentos musicais na capoeira.


O primeiro registro de um instrumento musical relacionado com o jogo da capoeira aparece no início do século XIX, em 1835. Nessa ocasião, o artista Johann Moritz Rugendas apresenta na gravura de nome “Dança da Guerra”, o jogo da capoeira sendo brincado ao som de uma espécie de tambor.Esse registro é importantíssimo e clássico na capoeira, pois comprova a utilização do tambor durante uma vadiação ” ou seria treinamento para luta? – de capoeira do século XIX. Porém não significa que nesta época não existissem outros instrumentos musicais associados ao jogo. Aquela foi a forma retratada por Rugendas, não excluindo a possibilidade da presença de outros instrumentos. Como descrevi antes, essa pode ter sido a capoeira que Rugendas viu e viveu durante sua estadia no Brasil. Porém, o mais importante é o registro da capoeira como manifestação muito difundida no início do século XIX, e da importância dos instrumentos musicais no jogo.Seguindo os registros históricos, podemos perceber que a introdução de alguns instrumentos musicais utilizados atualmente é recente. Tudo indica que instrumentos como o agogô e reco-reco foram associados ao jogo da capoeira no século XX. Muitos aparecem com a criação do Centro Esportivo de Capoeira Angola de Mestre Pastinha, ou seguindo a criatividade dos capoeiras. Há relatos de outros instrumentos presentes também no ritual da Angola, ou na Capoeira primitiva da Bahia, como é o caso da palma-de-mão e até da Viola (vide depoimento de Mestre Pastinha). Pastinha se referia à Capoeira Santamarense, onde segundo o Etnomusicólogo Thiago de Oliveira Pinto a Capoeira, o Samba e o Candomblé sempre tiveram uma interação muito forte.Na seqüência são apresentados os instrumentos musicais mais utilizados nas rodas atuais de capoeira.


O Berimbau


Caindo na classificação das cítaras, o berimbau que conhecemos hoje em dia pode ser descrito por um arco de madeira flexível, onde suas pontas são ligadas por um arame, tendo como caixa de ressonância uma cabaça que é presa em uma das pontas da madeira.A origem desse instrumento ainda não é definida. Trata-se de um dos instrumentos musicais mais antigos, e segundo Kay Shaffe, já era conhecido por volta de 15.000 a.C. A entrada do berimbau no Brasil também não pode ser estabelecida com precisão, mas é provável a associação com os escravos. Desde os primeiros registros, o berimbau sempre apareceu sendo tocado por negros africanos e descendentes, além do fato dos arcos musicais africanos serem iguais aos brasileiros, em construção. Waldeloir Rego também cita que em Cuba, o berimbau, lá chamado de sambi entre outros nomes, aparece em cultos religiosos de origem afro-cubanas. Outra característica que reforça a introdução africana do berimbau no Brasil, é o fato de que antes da colonização, não existem registros de arcos musicais na cultura dos índios que aqui viviam.Um dos primeiros registros de um berimbau no Brasil foi realizado na alfândega do porto de Santos, em 1739. O instrumento também foi descrito por Debret em 1826. Em seu trabalho intitulado “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil”, o artista francês apresenta o desenho de um cego tocador de berimbau pedindo esmola, com uma breve descrição do instrumento e modo de tocar.Uma vez no Brasil, ainda é muito difícil precisar a data da associação do berimbau com a capoeira. Atualmente, o instrumento é considerado indispensável na bateria de capoeira. Normalmente tocado por mestres ou capoeiras mais antigos, ele é utilizado para comandar as rodas, estabelecendo o ritmo das músicas e do jogo. O berimbau, junto com o canto do mestre, também dá a senha para o início e fim da brincadeira. Atualmente a arte de tocar o berimbau é utilizada inclusive para mostrar o conhecimento do capoeira, como tem sido muito discutido nesses dias.Humbo, rucumbo, rucungo, rucumbo, urucungo, lucungo, gunga hungo, m”bolumbumba, marimba, gobo, bucumbunga, bucumbumba, uricungo, oricungo, orucungo, matungo, macungo, berimbau de barriga, violam e viola de arame são alguns dos nomes utilizados na literatura para descrever o berimbau. Hoje em dia, os nomes que sobreviveram, até devido à utilização nas cantigas são berimbau, gunga e viola. Dizem inclusive que o nome berimbau seria de origem portuguesa, enquanto gunga seria o nome africano, que na língua Yorubá significa Rei.Nas rodas de capoeira, o instrumento tanto aparece sozinho, na maioria das vezes nas rodas da chamada Capoeira Regional, quanto em parceria com outros berimbaus. Porém, hoje em dia é comum vermos nas rodas de Capoeira Angola a bateria formada por três berimbaus. Um de som grave também chamado berra-boi ou gunga, um de som agudo chamado viola, e um último de som intermediário entre os dois primeiros, chamado médio. Durante o jogo de capoeira, cada berimbau possui sua função, e dessa forma, nas rodas de capoeira angola, cada um segue um toque, uma batida diferente. Uma ressalva se faz para lembrar dos mestres que montam sua charanga (bateria) conforme os modos da Luta Regional Baiana de mestre Bimba. Neste caso, mesmo que na bateria existam dois berimbaus, em geral ambos seguem o mesmo toque.De som marcante, o berimbau se tornou um instrumento característico da capoeira. Tão característico que ao vermos um arco musical com esse formato, as pessoas, capoeiras ou não, já associam imediatamente a imagem ao jogo de capoeira. O mesmo não acontece com os outros instrumentos presentes na bateria de capoeira, como pandeiro, atabaque e outros, pois eles aparecem também em outras manifestações da cultura afro-brasileira como o samba, o jongo dentre muitas outras.

Pandeiro


Muito difundido e utilizado por diversos povos, o pandeiro é considerado um instrumento muito antigo, encontrado na Índia e até junto aos egípcios (1700 a.C.), com função de instrumento marcador de ritmo e acompanhamento. Da cultura árabe surge o adufe, que é um pandeiro quadrado sem platinelas.A maior parte dos estudos aponta para chegada do pandeiro ao Brasil por via portuguesa. Inclusive existe registro que esse tambor já estaria presente na primeira procissão de Corpus Christi, realizada na Bahia, a 13 de junho de 1549. Fato esse que reforça a hipótese da chegada do pandeiro em navegações portuguesas para o Brasil, uma vez que a mão de obra escrava utilizada em maior quantidade nessa época era indígena. Com o passar do tempo, o instrumento foi absorvido pelos negros que passaram a utilizá-lo em suas manifestações culturais no Brasil.Na capoeira, o pandeiro trabalha na marcação do ritmo estabelecido pelo berimbau. Na maioria das rodas de capoeira, o pandeiro utilizado possui pele de couro animal, tornando-se assim menos estridente. Inclusive, existem relatos de que Mestre Bimba retirava algumas platinelas do instrumento, tornando o som ainda mais grave, o que ele considerava o tambor da Regional. Em recente texto sobre instrumentos musicais, o amigo Miltinho Astronauta cita o cuidado que alguns capoeiras têm com seus instrumentos, como o saudoso Mestre Cosmo tinha com a afinação dos pandeiros. Segundo o mestre, os pandeiros deveriam ser afinados no tempo… no sereno, e tocados em pares, onde um marcava o passo e o outro se soltava no solo.

Atabaque



Assim como o pandeiro, os tambores são instrumentos muito antigos. Difundido na África, o tambor também aparece em registros persas e árabes. Inclusive o termo atabaque é de origem árabe. Mesmo com essa ligação africana, acredita-se que o instrumento já tinha sido trazido por mãos portuguesas quando chegaram os escravos africanos.Uma vez aqui no Brasil, o atabaque foi incorporado à cultura afro-brasileira de uma forma tão intensa que grande parte das manifestações culturais e religiões afro-brasileiras, se não todas, apresentam o tambor como instrumento musical marcante. O samba, o jongo, o maculelê, o batuque, a umbanda e principalmente o candomblé são exemplos.Porém, mais do que um instrumento musical, o atabaque é considerado por muitos um instrumento sagrado. No candomblé, os atabaques possuem participação especial, capazes de realizar, junto com os cantos, a ligação entre o mundo dos homens e dos orixás. Na capoeira, como não poderia deixar de ser, o atabaque se fez presente nos primórdios do jogo. Instrumento que, quando bem tocado, fornece uma beleza maior às baterias, aparece com freqüência nas rodas de capoeira como instrumento de marcação do ritmo estabelecido pelo berimbau. Uma exceção surge nas vadiações dos capoeiras que seguem “à risca” os ensinamentos de mestre Bimba, dentre os quais a não utilização do atabaque.Mesmo que alguns pesquisadores afirmem que a utilização do tambor na capoeira não teve uma continuidade histórica, e que o atabaque foi introduzido na capoeira recentemente, talvez por Mestre Canjiquinha, com todo o respeito, considero improvável tal fato. Mestre Bimba, retirando o atabaque da sua bateria antes da década de 30 do século passado, só poderia ter tomado tal decisão se o atabaque estivesse presente na capoeira. Além disso, não desmerecendo os recursos e a criatividade do mestre da alegria, Mestre Canjiquinha nasceu em 1925, o que nos leva a concluir, após uma análise de datas, que seria muito improvável que o mesmo tivesse sido o responsável pela inserção do atabaque na capoeira.

Reco-reco



Instrumento comumente feito de um gomo de bambu, ou até mesmo uma cabaça alongada, com sulcos e tocado com uma vareta. Também aparece em construção de metal contendo molas ao invés de sulcos, como pude assistir em roda de mestre Curió. Acredita-se na sua origem africana, uma vez que sempre esteve ligado às manifestações afro-brasileiras. Atualmente, se mostra presente principalmente no samba, mas também empresta seu ritmo à outros folguetos como o lundu e até mesmo o reggae.O reco-reco históricamente parece ter sido introduzido na capoeria através do Centro Esportivo de Capoeira Angola de mestre Pastinha. Hoje em dia aparece em muitas rodas dando sua contribuição na marcação do ritmo do jogo. Segundo Miltinho Astronauta, Mestre Gato Preto, um dos organizadores da Capoeria Angola no Vale do Paraiba, introduziu uma forma diferente de se dar início à bateria. No caso, o reco-reco inicia tocando, para só então, depois da assistência perceber que o ritual está sendo iniciado, é que o Berimbau inicia o toque de Angola, seguido pelo São Bento Grande, Angolinha (no Viola) e demais acompanhamentos. Mas em outros trabalhos também orientados por Mestre Gato Preto isto não acontece, ou seja, quem começa tocando sempre são os três berimbaus, e o reco-reco entra com os instrumentos de apoio.

Agogô



Instrumento musical formado por dois cones metálicos unidos por um arco também de metal, o agogô é outro instrumento muito presente na cultura afro-brasileira. Sua entrada no Brasil aconteceu com a chegada dos negros africanos. Inclusive o vocábulo agogô é de origem nagô e significa sino. Assim como no caso do reco-reco, sua aparição inicial nas baterias de capoeira ocorreu, possivelmente, através dos mestres Pastinha e Canjiquinha.Presente em diversas danças e ritmos da cultura popular, sua maior participação é muito comum no samba e nos terreiros, nas cerimônias religiosas afro-brasileiras.

Confira a baixo alguns tutoriais de como tocar Berimbau, Pandeiro e Atabaque.

Berimbau - Tutorial



Pandeiro - Tutorial



Atabaque - Tutorial

terça-feira, 23 de julho de 2013

Prêmio Piauí Inclusão Social 2013: Reabilitação e esporte se unem com sucesso no Piauí.


Com cinco anos de um trabalho exemplar no Piauí, O Centro Integrado de Reabilitação – Ceir - comemora muitas conquistas e leva aos seus pacientes as melhores formas de superar as deficiências.   A reabilitação desportiva aplicada no Centro é fonte também de esperança e mudança de vida para a muitas pessoas que são reabilitadas. Não se restringe apenas ao desenvolvimento do organismo, mas de resgate da autoestima. Ao todo, são 200 pessoas sendo atendidas com a reabilitação e cinco delas estão em processo de treinamento para competições.As modalidades oferecidas são natação, capoeira, hidroginástica, futebol de amputados, dança, basquete de cadeira de rodas. A natação é um dos esportes onde estão saindo premiados paratletas e eles encaram a situação como momentos de superação.Benjamim Pessoa Vale é presidente voluntário da Associação Reabilitar, entidade social sem fins lucrativos que administra o Ceir desde a fundação e acredita ainda que o esporte é essencial para a inclusão."Com o trabalho desempenhado aqui no Ceir, podemos comprovar que o esporte está entre as principais formas de inclusão social e de resgate da autoestima de quem possui algum tipo de dificuldade de locomoção.Além dos benefícios físicos, a prática desportiva desenvolve o relacionamento interpessoal entre os pacientes e os encoraja a superar os próprios limites".

O instrutor de educação física do Ceir, Childerico Robson, explica como o esporte é inserido no processo de reabilitação. O paciente utiliza a prática esportiva através de propostas de tratamento acrescentadas através de avaliação médica e da equipe que cuida do paciente e que necessita de total adesão do reabilitado.“O paciente só entra em processo de treinamento de acordo com a evolução e o interesse que ele demonstra pelo esporte e os benefícios são numerosos. Para a pessoa amputada, melhora o condicionamento físico para quem usa próteses, que exigem um preparo para que ele aprenda a suportar o peso, além do fundamental controle do peso”, disse o educador físico.

Muita ginga e berimbau


A prática da capoeira é uma grande fonte de diversão para crianças em reabilitação. Com aulas semanais, cerca de 15 crianças se reúnem em uma roda de capoeira com direito a toda a ginga e berimbau. Crianças com qualquer tipo de deficiência física podem participar deste momento.
Com apenas 10 anos de idade Emilly Emanuele sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e cedo demais teve de enfrentar uma realidade pesada. Com uma das pernas afetadas e dificuldades grandes de locomoção, ela iniciou tratamento do Ceir e há alguns meses participa das capoeiras. Hoje, aos 12 anos já comemora as primeiras evoluções e muitos amigos que conheceu durante o tratamento.O pai da garota, Jean Carter Elegance, disse que os problemas motores da menina já melhoraram em 10% desde o início da prática, mas os benefícios estão além. “Por causa da capoeira ela tem muita convivência com pessoas e melhorou muito; antes era muito agitada e pensava negativamente, depois começou a se desenvolver e ficou mais tranquila”, disse o pai.Convidado especial para as atividades do dia, o capoeirista mestre Touro aprova o uso da capoeira na reabilitação e motivação dessas crianças. 


“Nós podemos ver a amplitude nas áreas cultural, social e esportiva, no entanto a área de reabilitação ainda é pouco conhecida, mas é um trabalho importante que envolve a pessoa, principalmente na autoestima. Os métodos da capoeira ajudam muito no dia a dia e qualquer pessoa com deficiência pode participar, mas para isso é importante ter um professor capacitado com conhecimentos tanto sobre capoeira e reabilitação para cruzar as duas áreas. É o caso do professor Childerico”, disse o mestre de capoeira.

Ao longo destes cinco anos, o número de profissionais na reabilitação desportiva aumentou, assim como as modalidades esportivas ofertadas. Isso porque o Ceir e a Associação Reabilitar acreditam neste tipo de tratamento. "Estamos sempre revendo o que pode ser melhorado para atender a demanda, que cresce a cada dia", disse o presidente Benjamim Pessoa Vale.






segunda-feira, 22 de julho de 2013

Prefeitura vai tornar a capoeira patrimônio cultural de Rio Branco.


Por meio de projeto do vereador Gabriel Forneck, a prefeitura de Rio Branco pretende tornar a capoeira, patrimônio cultural. O anúncio foi feito pelo prefeito Marcus Alexandre que esteve neste sábado, 4, no Teatro Barracão, no primeiro Encontro Municipal de Capoeira, realizado pela Liga de Capoeira do Acre, que conta com seis grupos em todo o Estado. O evento é realizado graças à emenda individual de R$ 35 mil, apresentada pelo ex-vereador Ricardo Araújo no ano passado.A ideia é que o projeto seja votado antes de 3 de agosto, Dia Nacional da Capoeira. O presidente da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, Rodrigo Forneck, explica que a FGB vai fazer um levantamento histórico da capoeira no Acre e vai organizar um abaixo assinado entre os praticantes, para fortalecer ainda mais o projeto de lei.


O prefeito Marcus Alexandre diz que a medida vai fortalecer ainda mais a capoeira no Acre. 

Capoeira é a cara do Brasil e aqui no Acre os grupos desempenham papel importante junto aos jovens,ajudando no desenvolvimento pessoal de cada participante que além do esporte em si, aprende a ter disciplina”.

O secretário Municipal de Esporte e Lazer, Afrânio Moura, lembrou aos capoeiristas que logo, as Leis de Incentivo ao Esporte e à Cultura do Estado e do Município, vão ser lançadas e que a capoeira tem o privilégio de se encaixar nas duas categorias, de esporte e cultura.O presidente da Liga de Capoeira do Acre, Itamar da Silva, o Malvado, diz que será um orgulho para os capoeiristas acreanos, que a capoeira passe a ser considerada patrimônio cultural de Rio Branco. “A capoeira é dança, luta esporte e cultura ao mesmo tempo. E essa lei será um reconhecimento a toda a história da capoeira que chegou ao Brasil trazida pelos escravos africanos”.